Gritos, berros, correrias, confusão… A futilidade da vida… O negro de um manto que me cobre e sufoca. Tento fugir, mas a escuridão consome-me quero me libertar mas não consigo… A tortura que me leva a loucura, a loucura que me leva a tortura, estou perdido neste mundo de gritos, berros, correrias e confusão, só me resta aqueles rastos de luz que me alucinam e me dão algum conforto, paz, os raios que giram a minha volta ordenadamente… ordenadamente, esta palavra que me enlouquece a ordem tudo direito, porquê se o sentido da vida está na desordem? Porque? Estes porquês sem resposta com resposta onde não há resposta?
A desordem… a desordem de chamas que saem de mim, da minha alma, do meu ser, do meu mundo interior, só essas têm sentido, só essas me dizem algo, é na desordem que me encontro é neste ser, que não existe e que me quero aconchegar como a borboleta no seu casulo que se transforma, se enriquece… para quando me sentir bem, explodir e sair cá para fora em toda a minha magia, em toda a minha essência, e encontrar o lago em que a lua brilha porque alta vive como eu vivo, e sei que vivo na minha própria desordem o fogo que me liberta.